Sobe o número de brasileiros endividados no mês de Abril

O número de brasileiros endividados subiu para 67,5% em Abril, sendo um dos índices mais altos desde Agosto de 2020!

gráfico mostra alta em um índice de brasileiros endividados

Não é novidade para ninguém que a quantidade de brasileiros endividados está alta, não é mesmo? Afinal, a crise do desemprego no país só aumenta, a pandemia não dá uma trégua na economia, a inflação está fazendo com que os preços fiquem caríssimos, entre outros motivos que colaboram para esse cenário.

Segundo a pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada esta semana, em Abril chegamos a marca de 67,5%  de pessoas com dívidas no Brasil.

Esse resultado é bem preocupante, considerando que é quase sete endividados a cada dez consumidores. Inclusive, essa porcentagem é a maior desde Agosto do ano passado, onde também foi registrado um percentual de 67,5%.

Mas, calma que nem tudo está perdido, pois desse percentual de famílias com dívidas apenas 10,4% realmente não tem condições de quitar o débito, ou seja, mais de 57% dos brasileiros têm chances de reverter a situação.

Além disso, é importante esclarecer que estar endividado não é a mesma coisa que estar inadimplente. Sendo positivo, ter dívidas não é o fim do mundo, já que em muitos casos o motivo da compra é saudável, pois não conseguiríamos comprar à vista.

Diferenças entre brasileiros endividados e inadimplentes

É grande a confusão quando falando em dívida e inadimplência, pois muitas pessoas ainda acreditam que se trata da mesma coisa. Mas, saiba que são dois termos distintos e que podem trazer consequências diferentes em nossa vida financeira.

Resumidamente falando, uma pessoa endividada é aquela que tem contas em aberto, como, por exemplo, quem faz um empréstimo e ainda está pagando as parcelas ou fez compras parceladas em mais de uma vez no cartão de crédito.

Já as pessoas inadimplentes são aquelas que não conseguiram pagar a dívida no prazo combinado, como quem entra para o SPC e Serasa devido a não cumprir seu compromisso financeiro.

Geralmente, entra para a lista de inadimplência quem tem contas em atraso por mais de 90 dias.

No entanto, essa não é uma regra fixa, pois segundo o Código de Defesa do Consumidor, a partir de 30 dias sem pagamento a empresa já pode solicitar a inclusão de seu CPF no cadastro de inadimplentes.

Além disso, na prática estar endividado e estar inadimplente tem consequências diferentes.

As pessoas com dívidas no Brasil podem continuam comprando normalmente, pois seu CPF não fica negativado, desde que continue arcando com as parcelas contratadas.

Porém, ao entrar na lista de inadimplentes, ou seja, ficar com o nome sujo, o consumidor perde todo o seu poder de compra no mercado.

Nesses casos, as chances de conseguir empréstimos, cartões de crédito e financiamentos são baixíssimas.

Situação dos brasileiros endividados em 2021

A maior causa do endividamento das famílias brasileiras são as contas feitas no cartão de crédito.

Isso porque, em muitos casos, o banco oferece um limite de compras maior do que o próprio salário da pessoa.

Essa é a fórmula para o desastre, pois as chances de se gastar mais do que se ganha são grandes…

Depois, temos os empréstimos, que é um crédito de emergência, utilizado em muitas situações para cobrir as dívidas acumuladas com o cartão de crédito.

Na maioria das vezes, não é ruim pedir um empréstimo para pagar a fatura do cartão, já que os juros do rotativo do cartão de crédito são mais altos. 

O problema é quando fazemos isso sem o mínimo de planejamento financeiro, ou seja, sem saber se as novas parcelas assumidas caberão em nosso orçamento.

Com relação ao tempo que as famílias brasileiras comprometem-se com as dívidas, a média é de sete meses

Esse é um ótimo resultado, considerando estendemos as nossas contas no máximo de vezes permitido, como comprar no carnê em até 12x.

Já com relação ao tempo que o brasileiro leva para quitar suas dívidas quando fica inadimplente, o prazo médio é de 61 dias

Então, como você pode perceber, estamos comprometendo mais a nossa renda mensal, mas no balanço geral está “tudo sob controle”!