Open Banking: Tudo o que você precisa saber

Tem dúvidas sobre como irá funcionar o Open Banking e quais serão os benefícios para você? Então, acompanhe nosso guia completo sobre o assunto!

Open Banking: Tudo o que você precisa saber

Desde fevereiro de 2021 o Open Banking está em fase de implementação no Brasil e, até o momento, três fases já foram implementadas e o aguardo final da 4ª e última fase se concretizará agora em dezembro, o que trará mais condições a clientes e empresas de bancos e instituições financeiras no país.

A novidade no sistema financeiro tende a seguir o modelo do Reino Unido, assim como países que estão no mesmo barco que o nosso, como Austrália e Índia.

Aqui no Brasil, clientes de contas físicas e jurídicas aguardam ansiosamente pela concretização desse novo modelo, que visa revolucionar o mercado financeiro, afinal, as expectativas são em torno de melhores condições e valores bem abaixo dos já praticados pelas instituições.

Então, se você faz parte do time de milhões de brasileiros que só escutou falar sobre esse tal de Open Banking, mas não sabe nada sobre o assunto, continue conosco neste guia especial que vamos esclarecer todas as suas dúvidas!

O que é Open Banking?

O Open Banking, na tradução quer dizer “Banco Aberto”, e nada mais é do que um sistema financeiro aberto, que tem como objetivo trazer mais competitividade dentro do mercado financeiro e também oferecer mais vantagens aos seus clientes.

É basicamente como um novo relacionamento que começa do zero com bancos, financeiras e fintechs, no qual o sistema Open Banking pega todos os dados do cliente e os transfere para onde quiser.

É como estar numa mesma instituição financeira há anos, onde estão todos os seus históricos de pagamentos e outros serviços podem ficar visíveis às instituições financeiras autorizadas.

Assim, com a implementação do sistema financeiro aberto, será possível fazer essa transferência de dados e informações de uma instituição para a outra e quem controlará o acesso a tudo isso é você, cliente.

Como o Open Banking funciona?

O funcionamento deste novo modelo financeiro é bem simples, embora para muitos ainda pareça algo de outro mundo.

Como destacamos acima, é como se o cliente estivesse “fidelizado” há anos em uma instituição financeira e com o Open Banking, ele poderá transferir dados do histórico dele daquela instituição e começar um novo relacionamento com outra que desejar.

É uma forma plausível do cliente não necessitar começar do zero, ou seja, abrir uma conta, pedir um cartão de crédito, esperar o aumento de limite, enfim.

De modo geral, é como se a nova instituição já tivesse todas as informações que precisa para saber como é o seu comportamento enquanto consumidor e pagador.

Imagine que durante anos pagou contas, teve salários depositados, empréstimos e outras situações que montaram um determinado perfil. Tudo isso, através do sistema Open Banking, será feito de forma mais transparente, rápida e assertiva.

Quem pode participar do Open Banking?

No Brasil, apenas as instituições financeiras que possuem alguma regulamentação especial dentro do Banco Central (BC) podem realizar esse tipo de serviço.

As mais conhecidas do público são aquelas tradicionais, como o Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica, Itaú, Santander, BNDES, Citibank, Credit Suisse, entre outros.

Contudo, a ideia é que após a implementação completa do sistema Open Banking no Brasil, mais instituições financeiras sejam autorizadas, principalmente bancos digitais e fintechs renomadas no mercado, como Nubank, BMG, Inter, BV, entre outros.

É preciso autorizar o compartilhamento de dados?

Sim! De acordo com o BC é necessário que exista um consentimento de manifestação livre do próprio cliente e como bem destaca a instituição: “informada, prévia e inequívoca de vontade”.

Assim, para autorizar o compartilhamento dos seus dados entre instituições basta procurar os canais de informação dos bancos para melhor saber os procedimentos.

Tem custos?

Não é necessário pagar taxas adicionais para aderir ao Open Banking. Quem escolhe as informações a compartilhar com as outras instituições é o próprio cliente, de acordo com a finalidade de uso dos dados.

Quais dados serão compartilhados no Open Banking?

  • Instituições participantes no compartilhamento
  • Dados e serviços
  • Dados cadastrais (endereço, estado civil, faturamento, tipos de produtos e serviços contratados)
  • Dados transacionais (sobre contas, limites, saldo, cartões de crédito e operações de crédito)

O que muda com o Open Banking?

O Open Banking permite ao consumidor ter acesso aos melhores serviços, como, por exemplo, empréstimos que podem vir com menores taxas de juros. Sem falar na autonomia de ter acesso aos dados.

O cliente, seja pessoa física ou empresa, consegue mais ofertas e com melhores condições dentro do mercado financeiro.

Tudo isso com muito mais rapidez, transparência e facilidade nas transações financeiras dentro de qualquer mercado, ou seja, Open Banking é sinônimo de praticidade.

Qual a diferença entre PIX e Open Banking?

O PIX é um tipo de serviço que nasceu no final de 2020 e atualmente milhões de pessoas o utilizam como forma de pagamento.

Na prática, o envio ou recebimento de dinheiro é feito de forma gratuita e instantânea, em qualquer estabelecimento do país, basta que o cliente e o vendedor possuam chaves cadastradas em seus respectivos bancos para que ocorra uma transação.

Com o Open Banking o cliente torna-se o dono dos seus dados, fazendo com que numa eventual troca de instituição financeira ele não precise começar do zero para que digamos “criar uma relação de confiabilidade” em que todos usuários precisam passar.

Com o histórico demonstrado, ele “pula” essas etapas que o banco coloca como primordiais numa abertura de crédito, por exemplo.

E com isso, os bancos e instituições financeiras têm livre acesso às contas, que não mais precisam passar de um ponto inicial.

Qual a relação entre Open Banking e Open Finance?

O Open Finance é um complemento na última fase do Open Banking quando implementado na vida do cliente ou empresa, no qual é mais uma ferramenta que vai contribuir de forma fluida e segura no consumo, tendo oportunidades diversos produtos oferecidos por instituições regulamentadas pelo Banco Central.

Quais bancos possuem Open Banking?

Se autorizado pelo Banco Central, caberá à instituição seguir um padrão, que o BC entende como instituições que possuem porte igual ou superior a 10% do PIB ou que tenham atividade internacional relevante e de porte entre 1% e 10% do PIB. É basicamente uma regrinha para entrar no sistema.

As mais conhecidas do público são aquelas as mais tradicionais, como:

  • Banco do Brasil
  • Bradesco
  • Caixa Econômica
  • Itaú
  • Santander
  • BNDES
  • Citibank
  • Credit Suisse
  • Entre outros que estão autorizados a fazer parte

Quais são as fases do Open Banking?

O Open Banking passou a vigorar em 2021 com algumas fases que o Banco Central entendeu que eram importantes até chegar à sua implementação completa, até então.

Tudo começou lá em fevereiro (fase 1), com a divulgação das instituições que disponibilizam ao público informações consolidadas sobre atendimento, produtos e serviços bancários.

Para as três etapas seguintes, sendo que a última acontecerá até o meio de dezembro, ficou acordado que os clientes já podem solicitar o compartilhamento de dados e as informações cadastrais, assim como a solicitação de empréstimos e financiamentos à várias instituições financeiras que adotaram o sistema.

Basicamente, ficou para a última fase, em dezembro, a adequação quando pensamos em investimentos em previdência, seguros, câmbio e outros.

Cronograma de implementação

  • Fase 1: Divulgação pelas instituições financeiras
  • Fase 2: Compartilhar dados e fazer ajustes
  • Fase 3: Empréstimos e financiamentos fora do ambiente do banco
  • Fase 4: Serviços como investimentos em previdência, seguros, câmbio e outros

O Open Banking é seguro?

De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o Open Banking é a base para que o cliente tenha a certeza de que os seus dados pessoais não estão sendo compartilhados em outras plataformas que não estejam dentro do serviço estabelecido e que rezem também a Lei do Sigilo Bancário.

Quais são os riscos?

Como todo o processo que envolva o nome do cliente e instituições financeiras, o que também existem riscos, deve-se atentar principalmente nos golpes por e-mail, telefone e atualmente via WhatsApp.

Sites falsos entram na pauta de golpes conhecidos por quererem ter acesso a dados particulares dos clientes, o que é preciso estar atento. Por isso:

  • Escolha somente instituições de confiança do BC
  • Não forneça consentimento para o uso de sua conta ou dados pessoais
  • Não clique em links suspeitos que podem chegar por e-mail, mensagens de WhatsApp e outros meios
  • Desconfie de ligações de números desconhecidos e nunca compartilhe suas informações pessoais por telefone

Qualquer empresa pode ter acesso aos meus dados financeiros?

A regra é que os bancos e financeiras autorizadas pelo Banco Central tenham uma comunicação própria entre as empresas.

Esse tipo de tecnologia é comum em países como Austrália e Índia. O Reino Unido foi o pioneiro e utiliza o programa desde 2018. Estados Unidos, Rússia e Canadá estão em processo de análise com suas instituições financeiras.

Esse tipo de tecnologia é denominado como API (Application Programming Interface) ou Interface de Programação de Aplicativos.

É um tipo de tecnologia que permitirá na prática que o usuário de um “banco x” informe seus dados (históricos) com outra “instituição y”. Simples assim!

Quais os benefícios do Open Banking?

Além da rapidez e praticidade que enfatizamos neste conteúdo, o cliente terá acesso às melhores condições e bons produtos que uma determinada instituição financeira poderá oferecer, como melhores condições em empréstimos, com taxas de juros menores quando comparadas ao atual mercado.

A transparência que tudo está sendo desenhado tem chamado atenção de clientes e empresas que estarão seguras dentro da LGPD, que assegura também a proteção dos dados, sem falar na já existente Lei do Sigilo Bancário.

Assim, a portabilidade trará mais autonomia e liberdade econômica tanto para clientes quanto para empresas e mais atrativos para ambos.

É uma forma de expansão de negócios e o surgimento de soluções mais acessíveis dentro do mercado financeiro nacional.

Especialistas apontam o surgimento de novas ofertas para contratos em pessoa física ou jurídica e melhores relações com bancos e financeiras em nosso país.

Quais tipos de serviços encontrarei com o Open Banking?

O Open Banking é mais uma iniciativa do Banco Central em que os dados históricos ligados a uma instituição financeira pertencem ao próprio cliente e com isso existirá o compartilhamento de dados com quem desejar.

Com isso, o dono do histórico poderá compartilhar com outros bancos e financeiras para que possam saber como andam suas movimentações.

Portanto, a ideia em “favorecer” tais dados a uma financeira é trazer mais competitividade entre as empresas do ramo financeiro em oferecer melhores condições aos clientes.

Até mesmo que certos serviços fiquem mais baratos para o bolso do usuário. Inclusive endividamentos poderão ser pagos via outras instituições com condições melhores e liberação de crédito.

Como ativar o Open Banking?

Até o momento, não existem sites ou aplicativos diretos para a adesão ao Open Banking. Tudo é feito por meio dos bancos e financeiras exclusivas em seus canais próprios.

O que o Banco Central determina é que ao ter acesso a esses canais, o próprio usuário deverá informar se tem ou não interesse em aderir ao programa e com isso, fará um cadastro ou histórico ligado à outra instituição que também faça parte do Open Banking.

Conclusão

Portanto, chegamos ao fim do nosso guia exclusivo sobre o Open Banking e esperamos que após esta leitura você tenha conhecido melhor o que é e tenha entendido como funcionará e quais serão os benefícios.

Sempre destacando que o grande diferencial desse sistema financeiro aberto é que ele é opcional para clientes e empresas, ou seja, é você quem manda!