Dívidas: 10 motivos pelos quais você está se endividando

Descubra aqui o que são as dívidas e quais são as 10 razões que podem fazer você se endividar sem nem mesmo se dar de conta!

casal jovem espantado com suas finanças e dívidas

É comum escutarmos de amigos, colegas de trabalho e até de familiares que as dívidas estão pesando no orçamento, não é mesmo? Mas, e quanto a você? Esse é um problema em suas finanças? Se sim, será que a culpa é da falta de dinheiro ou dos seus hábitos de consumo?

Bom, só para você ter uma ideia do quão grave são as dívidas no CPF, de acordo com um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Janeiro deste ano, cerca de 67% dos brasileiros estavam endividados, ou seja, estão com o nome sujo, sem ter crédito no mercado.

E para quem pensa que ter dívidas no SPC ou Serasa não dá em nada, que em cinco anos o débito caduca (o que é uma tremenda mentira), saiba que as consequências são grandes…

Na prática, além de não poder comprar parcelado, perder o acesso ao cartão de crédito, não ter como financiar uma residência ou veículo e não conseguir empréstimos, saiba que estar negativado também significa poder perder seus bens para quitar os débitos pendentes, ter problemas em concursos públicos, enfim.

Mas, sabe o que é ainda pior? Se o dinheiro que está entrando não é o suficiente para pagar todas as contas do mês, a culpa pode ser totalmente sua! Não acredita? Para lhe provar que é você quem manda em suas finanças, separamos 10 sanguessugas do seu dinheiro, que aumentam as chances de criar dívidas! Vamos nessa?!

10 razões pelas quais as pessoas criam dívidas

1. Perda de renda sem ajuste nas despesas

Conforme vamos ganhando mais dinheiro, é natural que o nosso poder aquisitivo aumente, ou seja, começamos a gastar mais, afinal, o salário está maior, certo? O problema é que a dificuldade é justamente fazer o caminho contrário, isto é, gastar menos, mesmo tendo uma renda maior. 

Então, um dos principais motivos para os brasileiros criarem dívidas é não ajustar seu custo de vida de acordo com sua renda. 

De modo geral, o consumidor não ajusta seus gastos com a mesma rapidez diante de uma redução em sua renda mensal.

Assim, por acreditar que essa é uma situação seja temporária, não tomam medidas de urgência, como economizar em casa e diminuir os valores das contas

Então, não deixe uma situação provisória se tornar permanente. Aperte o cinto e reduza os gastos o quanto antes, para evitar o desequilíbrio financeiro.

2. De repente, você está desempregado!

A perda do emprego pode ser vista como uma das causas para a redução da renda, discutida anteriormente. 

O maior problema aqui é subestimar o tempo e os custos associados à recolocação profissional, que podem acabar elevando padrões de gastos temporariamente. 

Nessa hora, é importante não se abalar emocionalmente e agir rápido, pois esse é o  melhor caminho para evitar as dívidas no Serasa e SPC.

Por mais que cortar gastos seja a última coisa que passe pela sua mente, essa estratégia deve ser a primeira providência a tomar.

Inclusive, embora não seja uma regra, saiba que muitas empresas evitam contratar pessoas com nome “sujo”

A razão para isso é simples: a preocupação com o gerenciamento financeiro das suas contas acaba prejudicando o desempenho do profissional. 

3. Despesas médicas podem acabar com sua saúde física, emocional e financeira

Quem tem dívidas com o cartão de crédito, por exemplo, tem uma preocupação constante em sua vida, visto que os juros cobrados no rotativo são exorbitantes. 

Esse tipo de estresse com certeza prejudica a nossa saúde, em vários sentidos, tanto no emocional, físico e até mesmo na financeira.

Mas, o contrário também acontece, ou seja, ter problemas de saúde e assim, acabar gastando mais com tratamento médico, medicamentos ou até ter que se ausentar do trabalho, o que pode diminuir a renda.

Por isso, muitas pessoas acabam se vendo em sérias dificuldades financeiras, principalmente os profissionais liberais e autônomos.

Nesses casos, o mais comum é criar dívidas em cima de dívidas. Por exemplo, para pagar a fatura do cartão, pede-se um empréstimo… Assim, a renda mensal é comprometida e automaticamente, mais dinheiro irá faltar no orçamento do mês…

4. Divórcio é um péssimo acordo para as finanças

Ao decidir se separar, você deve ter em mente que acontece uma separação de bens, mas não de gastos.

Inclusive, mesmo não estando casado “no papel”, basta se encontrar em um relacionamento estável para que tenha que dividir os bens adquiridos nesse tempo de relação ou até mesmo ter que pagar pensão ao ex-cônjuge.

Assim, de uma hora para outra, a pessoa passa de uma situação em que podia contar com a outra para dividir os gastos, para a realidade de não ter que arcar com tudo sozinha.

Sem contar no processo de divórcio em si, que tem custos (gastos com advogado, por exemplo), fora a partilha dos bens…

5. Jogos e outros vícios que envolvam gasto de dinheiro

Infelizmente, muitas pessoas são viciadas em jogos, perdendo completamente o controle dos seus gastos.

E, para piorar a situação, em alguns casos, o jogo é apenas uma forma de vício, pois muita gente tem problemas com consumo compulsivo e até dependência química.

Tudo isso envolve dinheiro e quando não nos policiamos nos gastos, os efeitos ao orçamento são catastróficos

6. Gastar aquilo que ainda não recebeu

Esse problema é mais comum do que se imagina e uma das maiores causas do endividamento entre os brasileiros

Basicamente, estamos falando daquela pessoa que acha que irá ganhar uma quantia e gasta muito mais do que deveria, antes mesmo de receber qualquer dinheiro. 

Por exemplo, filhos que antecipam o recebimento de bens ainda em inventário ou profissionais que adiantam o recebimento de férias ou 13° salário. 

O problema é que na maioria dos casos, esses valores ficam abaixo do previsto, fazendo com que seja preciso criar dívidas para arcar com os gastos antecipados

7. Incapacidade de administrar dinheiro

Poucas pessoas investem tempo na gestão do seu orçamento e sabem exatamente para onde vai seu dinheiro

Assim, a maioria acaba gastando mais do que pode e obviamente isso é um fator que pode gerar bastante contas em atraso. 

Então, coloque no papel seus gastos e receitas e seja mais responsável com relação às suas decisões sobre dinheiro. Além disso, evite consumir por impulso

Você vai se surpreender ao verificar como é gratificante ter suas finanças equilibradas. 

8. Dificuldade de poupar

A maneira mais simples de evitar o endividamento é poupar e formar uma reserva financeira, para situações de emergência. 

Mas, o que acontece é que temos dificuldades em estabelecer uma estratégia de poupança, independentemente da faixa de renda.

Contudo, saiba que é exatamente essa reserva que permitirá que você não crie dívidas, caso fique doente, perca o emprego ou venha a se separar, por exemplo.

Então, lembre-se de que é mais fácil encontrar pessoas arrependidas de terem consumido por impulso do que reclamando por terem deixado de consumir para poupar. 

E não pense que essa é uma missão impossível ou que é preciso muito para começar! Sempre é possível separar 5% do que você ganha

Como fazer isso? Basta adiar por algum tempo outro gasto menos essencial. É como reeducação alimentar: depois de algum tempo, você se acostuma com os novos hábitos de consumo e se sente orgulhoso disso. 

9. Quando falar sobre dinheiro é tabu

Esse é um problema que aflige muitas famílias. Por isso, é importante que tanto o casal quanto os filhos participem no estabelecimento de metas e objetivos de poupança e investimento

Se todos se mantiverem informados, é mais fácil comunicar quando um dos membros adota um padrão de gastos que não está de acordo com o orçamento familiar. 

Nesses casos, a transparência é muito importante. Todos precisam ser honestos e objetivos. 

Caso contrário, as chances de você se surpreender no final do mês com uma conta absurda de celular do seu filho, por exemplo, são enormes.

10. Analfabetismo financeiro

Essa forma de analfabetismo atinge até mesmo os países mais desenvolvidos, onde uma parcela significativa da população é incapaz de gerir suas contas.

Independentemente do grau de instrução, muitas pessoas simplesmente não apreciam a importância do planejamento financeiro

No Brasil, esse problema é ainda maior, considerando que somos uma das populações com a educação financeira mais precária do mundo

Então, se você faz parte desse grupo de pessoas, está na hora de investir na sua educação.

Assim como em qualquer outra área de ensino, o planejamento financeiro exige treinamento

Conclusão

Prontinho, agora você já sabe quais são os vilões de uma vida financeira estável, certo?!

Claro que muitas situações não estão ao nosso alcance, como se separar ou perder o emprego.

No entanto, a maioria dos fatores que podem nos fazer criar dívidas é culpa nossa sim e está ao nosso alcance resolver essa situação!

Então, chega de ser escravo do seu dinheiro! Está na hora de repensar seu padrão de consumo e assim transformar as suas finanças!