Auxílio emergencial 2021 será usado para pagar contas atrasadas

Diferente do auxílio emergencial de 2020, a nova rodada será utilizada principalmente para pagar contas em atraso, não movimentando tanto assim a economia brasileira!

homem contando dinheiro na carteira

Começa nesta terça-feira (06) o pagamento do auxílio emergencial 2021 (confira aqui o calendário completo) através do aplicativo Caixa Tem. Com isso, o governo federal espera que aproximadamente R$44 bilhões sejam injetados na economia. O valor é bem menor do que o concedido no ano passado, fazendo com que o impacto no mercado também seja mais modesto.

Ao contrário do auxílio emergencial de 2020, a nova rodada do benefício não será utilizada para compras e sim para o pagamento de contas em atraso, que é uma das maiores preocupações dos brasileiros no momento, uma vez que a taxa de desemprego só aumenta e a pandemia agravou-se nos últimos meses.

Só para ter uma ideia em termos reais do que estamos falando, no ano passado, somente as movimentações através do Caixa Tem somaram quase R$48 bilhões em estabelecimentos comerciais e redes de supermercados. Esse valor já é maior do que o concedido pelo governo este ano.

Além disso, a situação financeira atual da maioria dos brasileiros é pior do que no ano passado quando o auxílio foi anunciado. Assim, o momento agora é de sobrevivência e desespero, pois além de estar sendo difícil conseguir o alimento de cada dia, milhares de famílias estão com as contas em atraso, contas básicas, como água, luz e moradia. 

Então, se você faz parte do time de beneficiários do novo auxílio emergencial aprovado, é importante ficar atento não só no calendário de pagamento, mas também em como utilizar o dinheiro!

Auxílio emergencial 2021 terá menos beneficiados

Não é novidade para ninguém que o valor das parcelas da nova rodada do auxílio é bem menor do que as do ano passado, certo? Mas, além disso, o número de famílias beneficiadas também será reduzido. Há dois motivos para isso:

  1. O auxílio emergencial aprovado em 2021 não oferecerá a oportunidade de novos cadastros, ou seja, só poderá receber este ano quem já ganhou o benefício no ano passado;
  2. O benefício será mais seletivo e voltado à quem realmente precisa de ajuda financeira, sendo concedido para apenas uma pessoa da família.

Enquanto no ano passado mais de 68 milhões de pessoas receberam o auxílio emergencial, agora irá beneficiar apenas 45 milhões de famílias.

Isso porque o momento é complicado para todos, o que inclui o orçamento do governo federal.

Para aprovar a nova rodada do benefício, a equipe econômica da União precisou colocar em votação uma PEC emergencial. 

A PEC foi aprovada na Câmara e no Senado, porém com algumas regras. Uma dessas regras é que o valor máximo seria de R$44 bilhões.

A nova rodada do auxílio ajuda a todos

Ao contrário do que muitos pensam, o auxílio emergencial 2021 não beneficia somente a família contemplada…

Estamos falando de um “efeito em cadeia”, pois movimenta toda a economia, mesmo que o valor injetado seja pequeno, quando comparado ao do ano passado.

A quantia em dinheiro repassada pelo governo aos trabalhadores informais e às famílias de baixa renda em 2020 impediu uma queda ainda maior no PIB (Produto Interno Bruto).

O auxílio emergencial foi fundamental para que o comércio não sofresse tanto no ano passado, pois como já mencionamos, o benefício em 2020 foi muito utilizado para comprar.

Este ano, embora se espere um resultado mais enxuto, devido ao menor número de beneficiados e da menor quantia liberada, ainda assim esse efeito deve se repetir.

Segundo economistas, a nova rodada do auxílio emergencial será destinada principalmente para quitar débitos, uma vez que milhares de famílias estão há mais de 3 meses sem renda alguma.

Entretanto, as pessoas também irão utilizar parte do valor para gastos essenciais, como a alimentação, por exemplo.

Assim, mesmo que em passos lentos, toda a economia irá se movimentar, afinal, se o consumidor brasileiro precisa comprar, a indústria tem que produzir, assim como as empresas precisam, no mínimo, continuar com os funcionários que já estão trabalhando, mesmo que não hajam novas contratações.

É preciso avaliar onde usar o auxílio emergencial 2021

A inflação está em alta aqui no Brasil e com isso o consumidor sofre, visto que o custo de vida também sobe.

Dessa forma, além de receber menos nessa nova rodada, o dinheiro estará “valendo menos”.

Um bom exemplo disso é com relação ao valor da cesta básica, que em Fevereiro subiu quase 30%. De acordo com um levantamento do Procon de SP, em Janeiro o brasileiro pagava cerca de R$786,51 na cesta básica e um mês depois passou para R$1.014,63.

Ou seja, quem recebe um salário mínimo, compromete praticamente toda a renda apenas para se alimentar… 

Mas, não é só a alimentação que preocupa, considerando que outras despesas básicas também tiveram altos reajustes este ano.

Bons exemplos disso são: conta de luz, preço do gás de cozinha e o valor do combustível (gasolina e diesel).

Então, resumidamente, iremos passar por momentos turbulentos este ano, pois com o baixo valor do auxílio emergencial, o grande número de brasileiros desempregados e as medidas de isolamento social cada vez mais restritas, é de se esperar um aumento expressivo na inadimplência.

Inclusive, o número de pessoas com contas em atraso já cresceu bastante este ano e um dos principais motivos para isso foi a demora na aprovação da nova rodada do benefício.

A grande maioria das famílias para sobreviver foi gastando todo o dinheiro que ainda tinham, porém chega uma hora em que precisamos escolher entre pagar conta ou comer…

E esse momento, infelizmente, já chegou para milhões de brasileiros, que não sabem mais o que fazer para ter o mínimo para viver. 

Por isso, é importante pensar qual é a sua prioridade no momento, para utilizar o valor do auxílio emergencial 2021 com sabedoria!

Se você pagar suas contas, conseguirá recuperar o crédito no mercado para as demais despesas ao longo dos meses?

Se a resposta for não, então, não tem muito o que fazer além de usar boa parte do benefício para a alimentação.

Mas, saiba que nem tudo está perdido, pois existem diversas iniciativas do governo para ajudar e minimizar os impactos da pandemia.

Em alguns estados brasileiros está sendo feita a suspensão do corte na rede de água e luz por três meses nas contas em atraso e até mesmo o adiamento da fatura, justamente para dar um fôlego no orçamento.

Além disso, existem várias organizações que estão criando projetos sociais para ajudar quem mais precisa, como, por exemplo, com a doação de cestas básicas.