Criptomoedas: o que é, como funciona e como investir?

Confira neste guia tudo sobre criptomoedas, as moedas digitais que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado!

Investimento em bitcoins e criptomoedas

O mundo globalizou bastante desde a última década. Entre 2008 e 2011 vimos morrer e nascer duas redes sociais, que moldaram a adolescência e o início da fase adulta. Tivemos uma crise financeira com entradas e saídas de presidentes. Mas, no meio desse turbilhão vieram as criptomoedas.

As moedas digitais lá em 2009 mostraram a cara e disseram que vieram para ficar. O Bitcoin foi a primeira e continua sendo a mais valiosa do mundo. E o que a torna tão interessante é que esse criptoativo nasceu por meio de uma ou mais pessoas, ninguém sabe, o que se sabe é o pseudônimo e que vale milhares de dólares

Mas, você sabia que esses ativos digitais estão cada vez mais presentes em nossa rotina? Grandes times de futebol estão apostando em tokens exclusivos, como é o caso da moeda digital do Corinthians. Em El Salvador, o Bitcoin agora é aceito como dinheiro, ou seja, é o uso da moeda digital como meio de pagamento.

Por isso, se você tem interesse no assunto, continue conosco que neste guia especial, pois vamos abordar algumas perguntas feitas por leitores sobre o assunto e falar sobre a infinidade de oportunidades que as criptomoedas podem nos proporcionar! Vamos nessa?!

O que são criptomoedas?

As ditas criptomoedas são nada mais do que moedas virtuais. Diferentemente das carteiras digitais dos bancos e financeiras, onde é possível haver saques em espécie, essas moedas digitais não são palpáveis, pois estão armazenadas em programas de tecnologia em computadores, celulares e etc.

As criptomoedas também não são emitidas por nenhum governo, embora existam casos de estudos dentro de alguns países, assim como corretoras que oferecem esse tipo de serviço.

Mas, saiba que é uma realidade mundial e que as pessoas estão investindo para ter retornos dentro das conhecidas formalidades legais desse tipo de dinheiro.

O que é minerar?

Há alguns anos a palavra mineração de dados ficou na moda pelo fato dos adeptos de criptomoedas usarem desse artifício para “garimpar” dados e encontrar as moedas virtuais.

Falando assim até remete às grandes escavadeiras em minas de ouro reais, mas a diferença é que tudo isso é feito de maneira virtual.

Esse tesouro virtual está dentro de um completo – e complexo – código protegido por criptografia e para retirar as moedas é utilizada uma tecnologia chamada blockchain.

Como as criptomoedas funcionam?

Por meio do blockchain ocorrem os processos de mineração. Feito isso, ali serão armazenados todo o tipo de informação como se fosse um livro contábil. Nessas informações haverá registros de criptografia de códigos variados no globo terrestre.

A função do blockchain é reunir todas as informações necessárias, para que assim ocorra a mineração daqueles dados de maneira individual.

Para deixar bem claro, isso não tem a ver com roubo de dados ou até mesmo infiltração para o descobrimento de dados pessoais.

É possível usar criptomoedas como dinheiro?

Graças ao blockchain existem formas de conseguir pagar via moeda digital de maneira segura e eficiente em muitos mercados globais.

Não existem limites para valores na transferência ou custos para os clientes. Mas, vai depender mesmo da lei da oferta e demanda, o que é bastante comum aos investidores acostumados com as variações existentes nos grandes mercados.

Porque elas valorizam e desvalorizam tanto?

Ainda é um mercado que está em desenvolvimento e acompanhado de perto pelas autoridades globais. Para se ter uma ideia, em 2017 o Bitcoin – espécie de moeda, custava US$4.370 e pulou no mesmo ano para US$13.800 e o mais curioso é que logo em seguida recuou de maneira volátil para US$3.500. Em 2021 as cifras estão em US$43.879 e isso falando de apenas 1 (um) Bitcoin.

Quem regulamenta as transações por criptomoedas?

No Brasil, a regulamentação entrou em vigor no dia 1ª de agosto de 2019 via normativa (1.888) da Receita Federal.

Com essa lei, as corretoras de Bitcoin ou Altcoin ficam obrigadas a fornecer ao Fisco qualquer dado das transações de clientes que movimentam cerca de R$30 mil em criptomoedas mensais.

Para se ter uma ideia o tanto que foi importante essa legalização no país, no mesmo ano que regulamentou houveram investimentos na casa de R$5 bilhões.

Além disso, para mostrar que esse é um mercado sério e confiável, hoje o país possui a Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto).

Quem criou e para que servem as criptomoedas?

O ano era 2008 e o mercado financeiro sofria uma crise global nos setores imobiliários. Devido às incertezas e com a queda de confiança de um sistema financeiro já tradicional, nasceu a ideia do Bitcoin, em teoria.

Assim, em 2009, Satoshi Nakamoto (pseudônimo) minerou os primeiros blocos de criptomoedas, trazendo à tona uma ideia futurista de moedas virtuais e totalmente diferente da forma como lidamos com o dinheiro tradicional desde então.

As criptomoedas viraram opção de mercado para investimentos. Falam em ser a moeda do futuro pelo simples fato de serem descentralizadas e as transações serem seguras.

Mas, lembre-se que para a operação ser segura, depende da corretora e de como é feita a mineração.

Por isso, podemos dizer que as criptomoedas são a chance de aproveitar o potencial em ascensão existente em cada uma delas.

Quem pode investir em criptomoedas?

De modo geral, as criptomoedas são oriundas de fundos e podem ser fáceis de negociar por meio das corretoras ou então minerando.

No ano de 2018 a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou que fundos brasileiros fizessem investimentos indiretos de criptomoedas no exterior.

As aplicações mais baixas podem ser de até R$5 mil ou menos. No Brasil as casas especializadas são chamadas de exchanges.

Quais são as principais criptomoedas?

A moeda digital mais famosa do mundo é o Bitcoin. Mas, como todo mercado financeiro global, existem variações e nas criptomoedas não é diferente.

O objetivo foi tornar algo novo, digital e com possibilidades de crescimento e para isso, é importante a pluralidade de opções dentre tantas opções.

Conheça agora os mais diversos tipos de criptomoedas existentes no planeta!

Bitcoin

O criptoativo mais famoso é o Bitcoin, que veio lá em 2009. Foi a primeira criptomoeda e ainda continua sendo a mais valiosa do mundo por unidade.

Uma unidade em Reais é o mesmo que R$234 mil. E, graças ao conceito do Blockchain, ela nasceu para ser o “dinheiro” mais valioso do planeta.

Bitcoin Cash

  • Oposto do Bitcoin tradicional
  • Aumento no número de blocos (8mb)
  • Assinatura de transação
  • Maior velocidade em transação
  • Melhor conversão
  • Menor custo

Ethereum

A cripto Ethereum é outra opção de moeda digital, na qual chegou ao mercado em 2014. O seu criador chama-se Vitalik Buterin e ele é russo-canadense.

Essa criptomoeda é uma plataforma blockchain pública, que visa financiar propostas em contratos, para atender necessidades distintas de maneira bastante prática e bem segura.

Binance Coin

Lançada em 2017, a moeda digital Binance Coin tem oferecido aos clientes descontos em taxas na sua própria plataforma e no momento existem cerca de mais de 100 milhões de criptomoedas originadas por ela própria.

Especialistas afirmam que ela tornou-se em pouco tempo umas das mais negociadas no planeta, com grande potencial de crescimento no mercado.

Outras criptomoedas

Existem também as moedas digitais Ripple e Litecoin. A primeira não é mais possível minerar e todas as suas unidades foram criadas e espalhadas pelo mundo.

Já a segunda, é conhecida por ser mais rápida na transação quando comparado com o Bitcoin e o seu volume de mineração pode chegar a quatro vezes mais.

É seguro investir em criptomoedas?

Todo ativo de investimento em renda variável possui riscos. O mercado fica em alta e cai repentinamente e por isso, nesse tipo de investimento nada é 100% garantido.

Por isso, o que se deve observar é a lógica de investimento e por ser algo totalmente novo, ainda não é para todos.

É preciso ter aparelhos sofisticados para fazer uma mineração em casa bem sucedida, por exemplo. E os valores atuais são bem altos quando comparamos com certas ações de mercado.

Sendo assim, saiba que é preciso ler livros, sites e pesquisar sobre corretoras confiáveis que trabalham com esse tipo de serviço antes de investir.

Saber onde colocar o seu dinheiro é o primeiro passo para evitar não cair em golpes e fantasias de mercados poucos explorados pela ampla maioria.

Vantagens

  • Liberdade econômica
  • Taxas pequenas
  • Segurança (pesquisar sobre e cuidado)
  • Transparência
  • Mercado Volátil (dependendo do dia)

Principais riscos

Ainda é um mercado pouco explorado pela ampla maioria de investidores. O investidor tradicional gosta e prefere conhecer sobre aquela empresa, que ele sabe onde fica e é palpável em termos de produtos, o que não acontece no mercado de criptomoedas.

Existe também o risco do usuário de criptomoedas apagar dados e perder aquele “tesouro”, que aos olhos do mercado vale muito.

Além disso, pode acontecer um dia dos criadores falarem que tudo passou de um momento e encerrar as criptomoedas.

Tudo ainda é muito incerto. Por isso são chamados de mercado de risco e sendo assim, qualquer investimento deve ser feito com cautela.

Como investir em Criptomoedas?

O conselho começa com estudos primários sobre o assunto. Feito isso, basta procurar corretoras autorizadas no Brasil que aceitam moedas digitais como pagamentos ou mineração.

Contudo, cada uma delas poderá detalhar melhor a real participação de cada cliente. É importante acompanhar também os mercados globais e fazer comparativos de preços de cada criptomoeda.

Onde investir?

Comece numa exchange ou corretora de cripto. É essencial procurar uma de confiança para evitar golpes. Mas, saiba que também é possível investir diretamente ou por meio de fundos.

Na primeira opção basta o cliente ir até uma corretora e ver as opções que mais se assemelham ao seu bolso, o que pode ou não ter taxas.

Esse tipo de investimento é a opção mais procurada pelo fato de ter mais segurança devido a gestão mais profissional. Pesquise para evitar perder seu dinheiro!

Como comprar?

A opção de comprar direto das corretoras é pessoal de cada cliente, mas, na prática, é um negócio mais direto e por isso, o mais procurado pela maioria das pessoas.

É possível também minerar em casa usando tecnologia, com o uso de bastante luz elétrica, o que não é aconselhável por se tratar do Brasil onde as taxas de luz estão caras no momento.

Por último, é possível comprar criptomoedas de alguém que já tenha ou faça trocas.

Como vender?

Por ser uma moeda bastante volátil, a criptomoeda permite que usuários negociem diretamente com outros adeptos e até mesmo com corretoras.

O cliente precisa entender que esse tipo de mercado muda e a variação de preços tende a se diferenciar também.

Qual o valor mínimo para investir em criptomoedas?

O valor é proporcional ao mercado, ou seja, segue uma lógica dentro de uma bolha e os valores tendem a subir ou descer repentinamente. O valor de compra pode variar bastante com algumas corretoras.

É aconselhável fazer uma pesquisa de mercado e estudar as variantes. Tomar cuidado com charlatões em certos sites também não foge a regra para não cair em golpes bastante comuns nesse ramo.

Vale a pena investir em criptomoedas?

Vale a pena para quem conhece esse tipo de mercado. Se não é o seu perfil, não entre, pois é um mercado de riscos, ou seja, amanhã pode acabar e você perder o que investiu.

Mas, de modo geral, a grande maioria das criptomoedas vale a pena, visto que existem discussões em ser um futuro promissor no mercado financeiro global.

Por isso, na dúvida se vale ou não a pena investir em criptoativos, pesquise, estude e veja os riscos, se achar tolerável para seu perfil, invista!